quinta-feira, 19 de abril de 2012

Catarina de Médici



“A corte dos Médicis era conhecida por grandes banquetes teatrais”


A aristocrata italiana levou refinamento à cozinha francesa.


Na linha do tempo que conta a história da gastronomia há um capítulo especial dedicado à nobre italiana Catarina de Médici (1519-1589). Foram pouquíssimas as figuras femininas que se tornaram célebres nesse universo tradicionalmente dominado por homens. Catarina foi uma das exceções. Nascida em Florença, berço do Renascimento, ela viveu num cenário de mudanças, tanto nas artes e na ciência como também nos hábitos levados à mesa. Nesse período, que vai do século XIV e tem seu auge no século XVI, saem os banquetes medievais e entra em cena uma Itália que se tornou símbolo de refinamento. 

O uso do garfo, as peças esculpidas em metais de boa qualidade, os aparelhos de jantar, as toalhas bordadas e as porcelanas transformaram e sofisticaram o comportamento à mesa. É claro que estamos falando de um mundo particular, do qual apenas duques, condes e outros nobres faziam parte. Filha de banqueiro, Catarina bebia dessa fonte. 

“A corte dos Médicis era conhecida por grandes banquetes teatrais”, descreve Roy Strong em seu livroBanquete: Uma História Ilustrada da Culinária, dos Costumes e da Fartura à Mesa (Editora Jorge Zahar, 2004). Strong conta que a refeição do Renascimento italiano tinha, entre outras coisas, hortaliças e uma mesa lateral em que se expunham e serviam pratos frios. Havia preferência pelas carnes brancas, como vitela e caça, indicadoras de status. 

Da Itália para a França 

É curioso notar que a gastronomia francesa, referência quando o assunto é a cozinha clássica, só começou mesmo a deslanchar quando Catarina de Médici se casou, em 1553, com o futuro rei francês Henrique II. Ela tinha apenas 14 anos na época. Ao mudar-se para Paris, a aristocrata florentina arrastou consigo um séquito de serviçais, amas e, claro, cozinheiros e confeiteiros. Na mala, carregou pratarias, porcelanas, louças e ainda alcachofras, trufas, cogumelos. Mas, sobretudo, a noção de refinamento à mesa.

“Catarina trouxe seus hábitos e passou a ser observada pelas cortes francesas”, explica Wanessa Asfora, professora de história da gastronomia do Senac-SP. Embora esse seu novo comportamento possa ter causado estranheza no início, aos poucos passou a ser imitado. “Naquele momento, a Itália estava associada à sabedoria renascentista, era oficialmente mais herdeira do passado clássico e, por isso, acabava exercendo certo fascínio sobre os franceses”, deduz Wanessa. 

Catarina serviu de inspiração: do elementar (mas até então desprezado) hábito de lavar as mãos antes das refeições, ao uso de louças e talheres decorados e até da escolha do ambiente e da música mais adequados para o ritual à mesa.

De prato em prato 

Consta dos livros que não faltava apetite à rechonchuda Catarina. Ela não se intimidava nos banquetes, era chegada em ensopados e tinha profundo apreço pelos doces que, graças a ela e seus confeiteiros, passaram a ser preparados com açúcar na França – onde, até então, eram feitos apenas de mel. Abaixo, veja algumas sobremesas que ganharam fama na cozinha francesa pelas mãos de uma nobre e gulosa italiana.
- macarron: o biscoitinho de farinha de amêndoa nasceu ‘maccherone’ no século XVI. Levado para Paris por Catarina, mais tarde ganhou recheio e assumiu a forma irresistível da guloseima tal qual a conhecemos hoje.
- sorvete: o italiano Marco Polo trouxe a receita em uma de suas viagens à China, mas ela não teria saído da Itália até meados do século XVI, quando um dos cozinheiros de Catarina introduziu a sobremesa gelada na corte francesa.
- bolos decorados: no casamento de Catarina com Henrique II, um bolo criativo, feito em andares, impressionou os convidados. A partir daí, bolos incrementados assim passaram a ser sinônimo de status.
- profiterole: hoje muito popular na França, foi considerada uma iguaria real no século XVI. Reza a lenda que o docinho também fez parte do receituário dos cozinheiros de Catarina.
comida.ig.com.br

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Pessego

Olá, como vai?
O pêssego é o fruto carnoso originário do pessegueiro. Quando está fresco é a fruta que menos possui caloria (35 cal) sendo muito recomendada em dietas ou para quem deseja manter o peso.


Flor do pessegueiro

Além de beneficiar o organismo em relação a pouca caloria, o pêssego possui vitamina A, C, D, sais minerais, ferro, fósforo, iodo, cobre, manganês, carboidratos, fibras e cálcio. Pelos nutrientes que possui, beneficia o intestino, evita problemas na pele, no aparelho digestivo, no sistema nervoso, reumatismos, reduz o colesterol do sangue e outros.


Pessego
Pode ser consumido em forma de suco, geléia, doces, bolos, tortas e puro. Ao comprar pêssego é necessário atentar para as suas características. A fruta deve estar com a casca firme e sem marcas de insetos. Para melhor conservação guarde-a em geladeira.


Pessegueiro
O cultivo do pêssego se restringe ao sul e sudeste brasileiros, pois para se desenvolver normalmente o pessegueiro necessita de baixas temperaturas.


Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola

domingo, 15 de abril de 2012

Cherimoia






Cherimoia
Parecida com a fruta-do-conde, tem polpa cremosa e doce e sementes escuras, que não devem ser ingeridas. O sabor lembra uma mistura de banana, abacaxi, mamão, pêssego e morango - o tutti frutti clássico. Essa fruta encontrada em países sul-americanos fornece vitamina A e muitas fibras.
Foto: Getty Images
mdemulher.abril.com.br


Também conhecida  como Cheremoya e Cherymoya, a Annona Cherimola Mill por nós brasileiros conhecida como Cherimóia, é oriunda dos Andes ocorre espontaneamente  (Equador e Peru).  Calcula-se que os Incas cultivavam cerca de setecentas espécies vegetais, dentre essas espécies a Cherimóia.
Da família das Anonáceas a qual pertencem o Biribá, a Fruta-de-conde, o Araticum, a Graviolae a Atemoia, a Cherimóia esparramou-se desde o século XVIII  por todas as Américas, Europa, Madeira, Índia, Hawaí e demais regiões de clima ameno.  Propagada ao longo dos séculos por sementes, foram aparecendo numerosas variedades que diferem entre si por conta dos pormenores de seu formato, aspecto da casca, época de maturação,   características da polpa e quantidade de sementes.
saudepelasplantas.blogspot.com.b
A cherimóia é um fruto de polpa cremosa, branca, ligeiramente ácida e tem um frescor agradável ao paladar. Embora a cherimóia e seu híbrido, a atemóia, produzam somente uma vez por ano, florescem por diversos meses, sempre propiciando a colheita. São de fácil cultivo comparadas às outras plantas frutíferas, e pouco atingidas por parasitas. A cherimóia e a atemóia já podem ser consideradas a pinha da região sul. 
todafruta.com.br

sábado, 14 de abril de 2012

Estragão

O estragão é uma planta da família Artemísia bastante cultivada em todo o Brasil. A especiaria é conhecida também pelos nomes de losna-brava, artemígem, artemísia-verdadeira e erva–dragão. Na culinária suas folhas podem ser usadas frescas ou secas, são ótimas para realçar o sabor de alguns alimentos.  Existe registro do uso da erva na China há 2.000 a.C.  O estragão é um dos componentes da mistura “ervas finas”.
armazemdasespeciarias.com.br

sexta-feira, 13 de abril de 2012

13 de Abril - Dia do Jovem




No dia 13 de abril é comemorado o dia do jovem.
A juventude, segundo a Assembleia Geral das Nações Unidas, é a fase que acontece entre os quinze e vinte e quatro anos de idade, onde o jovem começa a apresentar sinais de maturidade diante da vida.
Nesse período, ocorrem algumas decisões que ficam para a vida toda, como a escolha da profissão, por exemplo. Além disso, as primeiras experiências profissionais, sexuais, o primeiro voto, sair da casa dos pais, dentre outras decisões, irão delimitar o futuro no mesmo.
Os jovens representam mais de um terço da população mundial, o que indica mais esperança de um mundo melhor.
Estudar, namorar, passear, se divertir deve fazer parte da vida dos jovens, pois esses precisam da convivência dos grupos para se integrar de forma correta à sociedade.
O jovem vai, aos poucos, se tornando uma pessoa mais responsável, mais segura de seus atos, tendo inclusive responsabilidades civis pelos mesmos. Se for uma pessoa de bem, responsável, é aceita pela sociedade. Se for uma pessoa rebelde, irresponsável, que não respeita os direitos dos outros e infringe as leis, será punida por isso.
Muitos jovens não têm oportunidades diante da vida, como estudar, ter uma casa e uma família, e se tornam discriminados socialmente. Ficam marginalizados, presos sob as dependências de oportunidades oferecidas pelos governantes, o que não acontece para todos.
Porém, segundo a Constituição Brasileira, todos os jovens têm o direito de receber do Estado: saúde, educação, moradia, oportunidade de trabalho, etc. Dessa forma, vemos que os governantes não cumprem com suas responsabilidades, prejudicando o futuro de muitos jovens.
É importante cobrar dos mesmos os direitos que estão garantidos pela Constituição Federal do país, pois dessa forma os jovens terão melhores oportunidades para suas vidas.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Fortaleza - CE

Aniversário da cidade - 13 de Abril.

bandeira Ceará
Bandeira do Ceará





..."Onde quer que teus filhos estejam,

Na pobreza ou riqueza sem par,

Com amor e saudade desejam

Ao teu seio o mais breve voltar.

Porque o verde do mar que retrata

O teu clima de eterno verão

E o luar nas areias de prata

Não se apagam no seu coração"...







Fortaleza foi fundada em 13 de abril de 1726. A capital do Ceará hoje é conhecida por seu litoral com praias que atraem turistas do mundo inteiro. Da Praia do Futuro até Barra do Ceará, a cidade respira turismo.



Planetário Rubens de Azevedo, importante ferramenta de divulgação científica da cidade.

UM MAR DE HISTÓRIA
Bem antes de 1726, Fortaleza já existia. O povoado data de 1604 quando o português Pero Coelho de Souza lá aportou. Ergueu o Fortim de São Tiago às margens do rio Ceará e chamou o povoado em volta de Nova Lisboa.
Oito anos depois, novos portugueses, comandados por Martins Soares Moreno, estabeleceram na cidade um posto de defesa na tentativa de expulsar os franceses. E trocaram o nome do forte para São Sebastião.
Sem os franceses, não tardaram a aparecer novos invasores. Os holandeses dominaram a região até 1644. Construíram o Forte Schooneborck, rebatizado de Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção pelos portugueses que lá voltaram para retomar as terras.
Foi com este nome que o povoado foi elevado à condição de cidade em 1726. A nova denominação foi sendo reduzida ao longo dos anos até ficar somente Fortaleza.

CULINÁRIA

Através da culinária se pode conhecer muito da cultura de um lugar. Em Fortaleza, como em todo Ceará, encontramos um pouco dos hábitos alimentares dos portugueses, índios e africanos. Graças a essa mistura, veja como é diversificada a culinária cearense.

Na mesa não pode faltar...

Macaxeira, batata-doce, coco e milho, com os quais se faz bolos, cuscuz, mungunzá, canjica, pamonha e pé-de-moleque. Um dos pratos típicos da região é o baião-de-dois, feito com feijão, arroz, manteiga e queijo de coalho.

Carne seca

Com ela se faz a paçoca (carne misturada com farinha de mandioca) que acompanha o baião-de-dois.

Outros pratos típicos

A panelada, a buchada e o sarrabulho (ou sarapatel).

Pratos com sabor de mar...

Lagosta, inúmeras variedades de peixes, camarão, caranguejo e pratos como a peixada, o camarão ensopado a alho e óleo, o caranguejo cozido, as patinhas a milanesa e o casquinho de caranguejo.

Da cana-de-açúcar...

É extraído o caldo para tomar puro ou fazer rapadura e cachaça.
Para não descuidar da saúde, tem fruta para todos os gostos...
Caju, mamão, coco, manga, goiaba, maracujá, cajá, entre outras.

A cajuína...

É extraída do caju para se tornar uma bebida fermentada de gosto doce e suave.
portalsaofrancisco.com.br