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sábado, 14 de junho de 2014

Pacová, para comer e para perfumar

Pacová em Flor

"Até hoje não sei de onde vem a expressão “não me encha os pacovás”, mas ouvi tanto quando criança que resolvi ver no dicionário se pacová era sinônimo de paciência. Um tipo de cardamomo brasileiro, era a descrição do verbete. Cardamomo, a especiaria indiana muito aromática, só vim a conhecer mais tarde. E, ainda assim, antes de ver um fruto seco do nosso pacová, que descobri em bancas de ervas medicinais não tem muito tempo. Já a planta, em flor e com frutos frescos, conheci há alguns dias.


No bosque. Carlos Gomes cata pacová já enegrecido e seco, no ponto para ser usado, em um bosque úmido em Piracaia, interior de São Paulo.

Em tupi-guarani, pacová quer dizer folha enrolada, daí a profusão de plantas com esse mesmo nome popular, incluindo a banana-da-terra, um tipo de alpínia e outro filodendro comum nos viveiros. Mas o pacová de que falo é aquele do dicionário, parente do cardamomo, cujas sementes são repletas de óleos essenciais. Na China, há um tipo parecido que, defumado, é usado em pratos salgados.

Ela está presente em quase toda a América tropical, às vezes cultivada como planta ornamental. Como resiste a algum tempo de seca e até a frio intenso, é encontrada no Brasil inteiro, preferencialmente dentro de bosques em terrenos úmidos e sombreados.

O que fiz há alguns dias foi ir atrás dos frutos em seu ambiente natural. Quem me guiou foi Carlos Gomes, que nasceu em Piracaia, interior de São Paulo, e conhece todos os matos e plantas medicinais. Andamos mais de uma hora por trilha até chegar ao local onde havia pacovás com mais de metro de altura e folhas parecidas com a de alpínias, galangas ou lírios-do-brejo. Numa mesma planta havia cachos de flores rosa forte e frutos, alguns ainda vermelhos como grãos de café, outros mais velhos, púrpura como jabuticabas, e uns poucos enegrecidos e secos, prontos para usar.

Em flor. A flor do pacová é rosa clara e na mesma planta há frutos ainda imaturos, avermelhados, e já no ponto, bem escuros

A maioria dos frutos, no entanto, Carlos já havia colhido na maturação coletiva da Semana Santa. Em sua varanda, há várias pencas de pacovás de cabeça pra baixo secando presas ao madeirame do telhado.

Algumas pessoas da cidade ainda usam as sementes como medicamento para dor de estômago e má digestão, como em todo o Brasil, mas conhecer a planta quase ninguém conhece e Carlos se orgulha de saber o dia certo de ir colher.

Segundo ele, a planta guarda um mistério, pois a maioria dos frutos amadurece na Semana Santa, caia ela em março ou abril. E nessa mesma época as flores estarão desabrochando para dar vida a novos pacovás, que levarão um ano para amadurecer.

Na cidade, que se saiba, ninguém usa pacová como condimento. Eu conhecia o sabor e o perfume dos cardamomos comprados nas lojas de plantas medicinais e já havia usado em receitas no lugar do cardamomo. Mas agora, com vários frutos em mãos, colhidos no pé, parece que são ainda mais parecidos com o cardamomo – as plantas são parentes, ambas zigimberáceas como o gengibre. Certamente na composição de um e de outro vários componentes do óleo essencial coincidem.

A casca arroxeada também é usada como medicamento e produz um chá avermelhado quando o fruto está maduro e foi recém-colhido. Em volta das sementes, os arilos alaranjados são fiapentos e tornam-se um pouco viscosos quando mastigados. Não são gostosos, mas são comestíveis, podem colorir e perfumar arroz e os jacus adoram. Já as sementes também não são gostosas para comer, como não são o anis-estrelado ou um dente de alho, mas na comida, em pequena quantidade, dão sabor e aroma. E mastigadas elas produzem uma ótima sensação refrescante, deixando o hálito perfumado.

Se nunca provou, procure em casas de produtos fitoterápicos. Experimente uma semente e logo sentirá o sabor pronunciado, não só lembrando o cardamomo, mas também algo cítrico e mentolado.


Dentro. Os fiapos cor de laranja podem colorir e perfumar arroz. A semente dá sabor e aroma à comida e, mastigada, deixa o hálito perfumado. A casca dá um chá vermelho se o fruto está maduro.

Na cozinha. Assim como o cardamomo, o pacová pode ser usado para aromatizar o café, moendo um pouco das sementes junto dos grãos. Ou para compor mistura de especiarias – triturado com pimenta-do-reino, cravo e canela, por exemplo, para usar em carnes, frangos e vegetais. Para pratos doces, basta socar no pilão um pouco das sementes com açúcar, peneirar e usar em chás aromáticos, bolos, biscoitos de especiarias e docinhos como este de fécula de mandioca, que tem seu lado cítrico incrementado pelo capim-santo."

Doce de goma de mandioca com capim-santo e cardamomo

Ingredientes
1 xícara de leite de coco
Sementes de 2 frutos de pacová socadas
10 folhas de capim-santo picadas
1 xícara de açúcar
1 xícara de polvilho doce (fécula ou goma seca da mandioca)
1/2 xícara de coco ralado

Preparo
1. Bata no liquidificador o leite de coco com as sementes de pacová e as folhas de capim-santo até que tudo fique bem triturado. Passe a mistura por um pano e esprema bem para separar os grãos e fiapos e obter um líquido verde.
2. Volte o líquido verde para o liquidificador e adicione o açúcar e o polvilho.
3. Bata até homogeneizar os ingredientes. Espere meia hora e bata de novo.
4. Distribua a mistura por forminhas de empadas de alumínio pequenas ou de cupcakes de silicone – coloque a massa só até a metade da altura da forminha. Não precisa untar nenhuma delas.
5. Cozinhe em uma panela a vapor por cerca de 20 minutos. Ponha um pano entre a panela e a tampa, para absorver a umidade e não molhar o doce.
6. Quando o líquido ficar translúcido e a superfície não grudar nos dedos é porque está pronto.
7. Desenforme os docinhos ainda quentes. Para soltá-los da forma, passe uma faca na lateral e puxe.
8. Passe os docinhos por coco fresco, espere esfriar e sirva. Se preferir, espere esfriar, corte em pedaços e passe por açúcar – eles ficam como balas de goma.

Por Redação Paladar
NHAC!
Por Neide Rigo
Receita de: Neide Rigo
Rendimento: cerca de 30 docinhos
FOTO: Neide Rigo/Estadão

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Risoto de Especiarias

Risoto de Especiarias


Ingredientes

    1 litro de água

    2 caldos de legumes

    1 copo de arroz especial para risoto

    2/3 copo de vinho tinto seco (o mesmo copo do arroz)

    1 cebola picadinha

    200 ml de leite de coco

    1 colher de sobremesa de açafrão

    1 colher de sobremesa de colorau

    Curry a gosto

    Gengibre a gosto

    Páprica picante a gosto

    Salsinha a gosto

    Azeite

    Sal

Instruções de preparo

Modo de fazer:

1 - Dissolva o caldo de legumes em 1 litro de água e leve para ferver. Quando levantar fervura desligue e reserve.
2 - Em uma panela grande refogue a cebola no crazeite, quando começar a ficar macia acrescente o arroz e mexa bem (sempre no fogo médio-alto), despeje o vinho e continue mexendo até evaporar todo líquido. Assim que estiver secando a água acrescente o açafrão, o colorau e o curry.
4 - Pegue uma concha e acrescente 1 medida no arroz, sempre mexendo, quando a água começar a secar acrescente outra conchada, faça isso até o arroz fica 'al dente'.
5 - Quando estiver 'al dente' acrescente os 200ml de leite de coco, o gengibre ralado e a páprica picante a gosto. Continue mexendo, verifique o sal.
6 - Espere secar o caldo até obter um textura bem cremosa, salpique a salsinha e sirva.

Referências

Luciana Razabone http://www.receitasdoboi.blogspot.com.br
Fonte-www.menuvegano.com.br

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Garam masala

Olá, como vai você?
Conhece o garam masala? 
  

Significa, mistura quente, e é uma combinação de especiarias torradas, como sementes de coentros, cominhos, cardamomo, cravo-da-índia e canela.
Todas as donas de casa indianas têm a sua própria versão, moendo as especiarias frescas para esse fim.
Esta receita eu peguei no site abaixo indicado. Espero que você goste  deste mix de temperos e use em suas receitas.


Garam masala (do hindi garam, "picante" e masala, "pasta") é uma mistura de especiarias moídas muito comum na culinária da Índia, sendo também encontrada nas culinárias de outros países do sul da Ásia.Pode ser usado simples ou em conjunto com outros temperos. O garam masala é forte, mas não picante como uma malagueta. Fonte - wikipedia.org

INGREDIENTES
2 canelas em pau
1 colher (sobremesa) de noz moscada ralada
2 colheres (sopa) de cominho em grão
2 colheres (sopa) de pimenta do reino em grão
2 colheres (sobremesa) de cardamomo
1 colher (sobremesa) de cravo-da-índia
1 pimenta malagueta seca
4 colheres (sopa) de coentro em grão

MODO DE PREPARO
Leve uma frigideira larga ao fogo médio, acrescente todos os ingredientes e deixe-os torrar por igual. Retire do fogo e coloque para esfriar em um papel toalha. Depois de frio, triture os ingredientes em um moedor até virar pó.
Fonte - anamariabraga.globo.com

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Especiarias

Olá, como vai você?
Hoje, só estou evidenciando, de forma generalizada, o uso de algumas especiarias e como elas foram descobertas ao longo dos séculos através dos bravos viajantes. Nas próximas postagens vou tentar falar sobre cada uma delas...

 As especiarias são utilizadas não só para conservar os alimentos e melhorar seu sabor...
                                   
O termo especiaria ou espécie ... designou diversos produtos de origem vegetal (flor, fruto,semente, casca, caule, raiz), de aroma ou sabor acentuados. Isto deve-se à presença de óleos essenciais. O seu uso distingue-as das ervas aromáticas, das quais são utilizadas principalmente as folhas.
Além de utilizadas na culinária, com fins de tempero e de conservação de alimentos, as especiarias são utilizadas em farmácia, na preparação de óleos,unguentos, cosméticos, incensos e medicamentos. Historicamente, esses múltiplos usos deram lugar a disputas entre as corporações - notadamente entre os especieiros e os boticários.

História

Embora cada região do planeta possua as suas próprias especiarias, na Europa, a partir das Cruzadas, desenvolveu-se o consumo das variedades oriundas das regiões tropicais. Para atender a essa demanda, ampliou-se o comércio entre o Ocidente e o Oriente, através de várias rotas terrestres e marítimas, que uniam não apenas a Europa internamente (pontilhando-a de feiras), mas esta e a China (rota da seda) e a Índia (rota das especiarias). A dinâmica dessas rotas variou ao sabor das guerras e conflitos ao longo dos séculos...
Utilizadas não só para conservar os alimentos e melhorar seu sabor, mas também como medicamentos, afrodisíacos, perfumes, incensos etc., as especiarias [...] eram compradas secas e dessa forma utilizadas. Sua grande durabilidade, resistência a mofos e pragas nos longos tempos de estocagem, tornara possível e próspero seu comércio: suportavam por meses e até anos as travessias por mar ou terra sem perder as qualidades aromáticas e medicinais. As mais procuradas,  eram a pimenta-do-reino, o cravo, a canela e a noz-moscada. Nativas da Ásia, eram difíceis de obter e, portanto, extremamente caras. Eram usadas até mesmo como moeda e, segundo Nepomuceno, constituíam "dotes, heranças, reservas de capital e divisas de um reino. Pagavam serviços, impostos, dívidas, acordos e obrigações religiosas". Também era costume presentear (ou subornar) os magistrados com especiarias...
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Pimenta rosa


...muitas vezes confundida com a pimenta-do-reino, não pertence à família das pimentas. Trata-se de uma fruta...  


Pimenta rosa
   O caso da pimenta-rosa é comum para nós brasileiros, exportadores e importadores de nossos produtos.  A pimenta-rosa é fruta da aroeira-mansa, árvore nativa do Brasil, Argentina e Paraguai. Seu caule é tortuoso e a casca escura e fissurada. As folhas alcançam de 8 a 12 centímetros.  As flores são pequenas, branco-esverdeadas, muito atrativas para abelhas. As frutas são pequenas, esféricas, rosadas a avermelhadas. Antigamente, eram somente exportada para a França,  onde a pimenta-rosa faz enorme sucesso como especiaria e elemento paisagístico – tipo cerca-viva!  Há pouco, passou a frequentar as boas receitas da culinária brasileira.
O curioso é que a pimenta-rosa (Schinus terebinthifolius), muitas vezes confundida com a pimenta-do-reino, não pertence à família das pimentas. Trata-se de uma fruta  que apresenta um mix especial: sabor levemente adocicado e ardência bem delicada.
A pimenta-rosa combina tanto em preparações salgadas como doces. É usada em molhos para medalhões de filé mignon grelhado ou sorvetes de frutas, musses. Da aroeira você pode extrair madeira, própria para moirões  óleos fitoterápicos:  cicatrizantes, balsâmicos, depurativos.
armazemdasespeciarias.com.br

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Cravo-da-índia





            
Cravo em flor                                                                 Pé de cravo da índia








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terça-feira, 19 de junho de 2012

Alcarávia ou Kummel




Você vai encontrar a alcaravia com várias nomenclaturas. Algaravia, cominho-armênio, kümmel ou cominho de pão.

O mais usual e correto é Alcaravia ou Kummel. E assim mesmo, Kummel tem uma explicação bem simples. Com o óleo que é extraído dos grãos da alcaravia é preparado o famoso licor Kümmel, muito apreciado em países nórdicos.

Alcaravia é uma planta herbácea da família das umbelíferas, cujas sementes contêm óleo essencial, têm uso em medicina e culinária. É originária da região compreendida entre o centro da Europa e a Ásia e tem-se conhecimento de seu uso pelos povos romanos.

As folhas parecem com as da cenoura, suas flores são brancas, pequenas e estão em pequenas umbelas (formato de um guarda-chuva). Seus frutos são pequenos, parecidos com os da erva-doce.

Da alcaravia, usa-se, sementes, folhas e raízes.



As sementes são picantes e levemente adocicadas. Lembram o sabor de erva-doce, utilizadas na culinária nórdica, que aromatizam queijos, pães e vários preparados salgados, como “pretzels” ( pão tradicional alemão em forma de nó).

É o tempero mais característico das culinárias Alemã e Austríaca, fundamental no preparo dos licores, aguardentes e do queijo tipo “Tilsit” alemão (parecido com o nosso queijo prato só de consistência mais dura).

Estudiosos e pesquisadores afirmam que a especiaria alcaravia possui propriedades medicinais antiácidas, anti-flatulentas, aromáticas, digestivas, laxantes, purgativas e é indicada para afecção do estomago. Também indicada para a falta de apetite. Deve-se usar com cuidado, pois em grandes quantidades pode ser tóxica (carvona). Consequentemente, a indicação de uso por parte de um especialista faz-se, sempre, necessária.

Em culinária, harmoniza bem com carnes, salsichas, sopas, queijos, pães, biscoitos, maçãs assadas. Indispensável  para dar sabor ao chucrute alemão (principalmente o repolho quente) e ao curry indiano. Suas folhas podem ser usadas em saladas.
Fonte-http://armazemdasespeciarias.com.br

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Páprica





Páprica é o tempero que colocou a Hungria no mapa da gastronomia mundial. Ela é produzida na Hungria e também na Espanha. Os húngaros não admitem mas a páprica espanhola é muito boa.
A páprica é derivada de uma qualidade de pimentão vermelho.
Existem 2 tipos de páprica: a doce e a picante.
A doce é a mais nobre, muito saborosa e tem muito aroma. Ela é doce.
A picante como o próprio nome diz é picante.

       

O nome páprica é um derivativo da palavra pimenta, que tem origens húngaras, o que causa certas confusões. Note-se que muitas línguas europeias, como por exemplo o alemão, designam simplesmente assim o pimento, mas o pó obtido deste fruto seco também é denominado páprica. O termo botânico Capsicum deriva do grego kápsa, caixa, cápsula, numa referência ao formato das frutas. O nome da espécie C. annuum vem do termo latino que designa annual, apesar desta periodicidade não ser constante.
O maior consumidor e produtor da Europa e do mundo é a Hungria e os países da região dos Bálcãs. Foi a cozinha húngara que fez famosa a páprica na região da Europa central e é também na Hungria que se produz uma das melhores pápricas do mundo que vai do doce ao picante.
http://pt.wikipedia.org

Segundo Wessel, ele gosta de usar as duas misturadas.
Na Hungria nos bares, restaurantes, em qualquer boteco em cima da mesa sempre tem um potinho com páprica, geralmente doce.
Com relação à conservação da páprica, o ideal é colocar a páprica em um potinho, tampar muito bem para não perder o aroma, o sabor, e colocar em geladeira. Isso pode conservá-la por uns seis meses.
É uma das três especiarias mais populares do mundo. Provavelmente inventada pelos turcos, foi levada e difundida na América pelos espanhóis, que ensinaram a técnica de produção e o gosto pela especiaria.
A palavra “páprica” deriva do húngaro “paparka”, que é uma variação do búlgaro “piperka”, que, por sua vez, é derivado do latim “piper”, que significa pimenta.
Em alguns países do mundo também quer significar pimentão, especialmente o vermelho. Muito nutritiva, a páprica existe no mercado brasileiro dividida em dois sabores: a doce, mais delicada, e a picante. De todas que existem no mundo, as melhores são a rosa (doce), da região húngara de Szeged, e as espanholas de Jarandilla e do vale do Rio Vera.
Uma das dicas para tirar melhor proveito de sabor ao utilizar, é diluir a páprica em água ou caldo antes de adicioná-la às receitas, pois quando diretamente aquecida seu açúcar se carameliza e o prato perde em cor e em sabor.
A páprica é usada para colorir pratos e no preparo de legumes ao vapor, arroz, carnes, peixes, saladas e pastas de aperitivo.
voutecontar.ne

terça-feira, 24 de abril de 2012

Pimenta do reino


A pimenta-do- reino é parceira do sal no mundo ocidental faz séculos. Ela confere seu próprio sabor aos pratos e também acentua o gosto de outros ingredientes. Ela, além de interessante, estimula o apetite e nos dá uma sensação gentil de calor.  No uso de qualquer especiaria o ideal é adquiri-la inteira. Tudo o que já vem moído pode incluir ingredientes desnecessários e maléficos à saúde. É comum o uso de conservantes, colorantes e matérias primas  já velhas. A pimenta-do- reino não é exceção e é sempre melhor compra-la inteira e depois moer só na hora do uso.


Colheita de pimenta-do-reino na Índia


Nascida na Índia, berço de tantas especiarias, a pimenta-do-reino alçou voo, agradou gregos e troianos e é a especiaria mais apreciada e comercializada do mundo. De vegetarianos a receitas para emagrecer, passando por apreciadores de doces e salgados ou secos e molhados, conquistando a simpatia de grandes chefs, a pimenta-do-reino está presente desde casas modestas até os restaurantes mais sofisticados do planeta. Seu nome científico é Piper Nigrum, usada em larga escala como condimento, em indústrias de carnes e conservas, e como remédio fitoterápico. Felizmente é plantada no Brasil, que recentemente atingiu a cifra de 50 mil toneladas por ano. Claro que  não consumimos tanta pimenta-do-reino, fato que enriquece cofres federais com a exportação da especiaria para os Estados Unidos, Holanda, Argentina, Alemanha, Espanha, México e França.  No Brasil, o consumo não ultrapassa 10% desta produção, por enquanto!
Importância sócio-enconômica.
A pimenta-do-reino é uma das principais pautas de exportação do Pará. Forte geradora de renda para famílias rurais, emprega 50 mil pessoas no período de safra. Atualmente  é cultivada em mais de 100 municípios de vários estados: Pará, Espírito Santo, Bahia, Maranhão, Ceará, Paraíba e Amapá. Benefícios.
Saúde
A pimenta-do-reino possui uma substância que se chama piperina. Um nome que não devemos esquecer. A piperina  provoca a liberação de endorfina – verdadeira  morfina interna , analgésico natural extremamente potentes que o nosso cérebro fabrica! O mecanismo é simples: Assim que você ingere um alimento apimentado, a piperina ativa  receptores sensíveis na língua e na boca. Eles  transmitem ao cérebro uma mensagem primitiva e genérica, de que a sua boca estaria pegando fogo. Tal informação, gera, imediatamente, uma resposta do cérebro no sentido de salvá-lo desse fogo. Embora a pimenta não tenha provocado nenhum dano físico real, seu cérebro, enganado pela informação que sua boca estava pegando fogo, inicia, de pronto, a fabricação de endorfinas, que permanecem um bom tempo no seu organismo, provocando uma sensação de bem-estar. Quanto mais ardida a pimenta, mais endorfina é produzida! E quanto mais endorfina, menos enxaqueca.  Fitoterautas  indicam que a piperina é um alcaloide extraído das suas sementes, um estimulante natural que intervêm na absorção de selênio, vitamina B, betacaroteno e auxilia na digestão. Estudos recente atestam que a piperina tem um grande poder de ação antioxidante e antienvelhecimento.
Quem pensa ainda que a pimenta-do-reino deve ser evitada pelo seu ardido, pois provoca gastrite, úlcera, pressão alta e é terrível para a hemorroida, pode tratar de mudar o seu conceito. Além de ótimo tempero, ela contém uma série de medicamentos naturais, tais como: analgésico, anti-inflamatório, xarope, vitaminas, propriedades estas que os homens primitivos já haviam descoberto e que hoje são comprovadas pela ciência.
IMPORTANTE: pessoas com gastrite, úlcera e hemorroidas devem consumir a especiaria com muita parcimônia. Tendo reação adversa, procurar sempre um especialista.
DICA . Quando comemos um prato muito ardido, a primeira ideia que vem à mente é tomar um copo d’água. É errado. Pode não parecer, mas a água acentua a sensação de dor. O melhor são os derivados do leite, porque possuem caseína, uma substância que retira a piperina dos receptores nervosos localizados na boca. Por isso, alguns pratos da culinária indiana são acompanhados de molho de iogurte (conforme relatei em minha viagem à Índia, registrada nas matérias publicadas em  A Nova Rota das Especiarias). Na Tailândia eles usam o açúcar para aliviar o ardor. Basta uma colher de chá .
armazemdasespeciarias.com.br

sábado, 14 de abril de 2012

Estragão

O estragão é uma planta da família Artemísia bastante cultivada em todo o Brasil. A especiaria é conhecida também pelos nomes de losna-brava, artemígem, artemísia-verdadeira e erva–dragão. Na culinária suas folhas podem ser usadas frescas ou secas, são ótimas para realçar o sabor de alguns alimentos.  Existe registro do uso da erva na China há 2.000 a.C.  O estragão é um dos componentes da mistura “ervas finas”.
armazemdasespeciarias.com.br

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Cardamomo


...diz a lenda que Cleópatra perfumava seu palácio com cardamomo quando recebia a visita de Marco Antonio...



O cardamomo tem um sabor cítrico que combina bem com canela, gengibre e cravo. Cardamomo (Elettaria cardamomum) é a semente de uma planta perene da família Zingiberacea, a mesma do gengibre. Apesar de ser uma das especiarias mais caras do mundo – só fica atrás do açafrão -, é usada há séculos para fins medicinais, espirituais e culinários. Nativa da India, foi plantada no jardim do rei da Babilônia em 721 aC e introduzida na Europa pelos soldados de Alexandre O Grande em 325 aC. Os romanos e gregos a usavam não só na culinária mas também como perfume. Diz a lenda que Cleópatra perfumava seu palácio com cardamomo quando recebia a visita de Marco Antonio. O cardamomo tem propriedades antioxidantes e é utilizado na medicina natural como antisséptico, digestivo, diurético e expectorante.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Mostarda

Olá,
A mostarda é ótima na preparação de carnes, aves, peixes, porco, saladas, molhos, recheios, sopas, legumes e pratos com ovos e queijos.



         
Campo de mostarda                                                             Flor de mostarda


                  
                                                 Grãos de mostarda


Mosstarda em pó
                                                         


Estima-se que, na idade média, cozinheiros franceses teriam sido os primeiros a elaborarem o condimento, misturando as sementes (rusticamente moídas) com mel e vinagre. Foi em Dijon que a mostarda ganhou popularidade. Moinhos específicos serviam os mercadores e habitantes, da mesma forma que os moinhos de trigo, e sua mostarda se tornou comum nas mesas desta cidade. O registro mais antigo do uso do condimento é datado de 1347, guardando informações sobre doze francos gastos com o envio de mostarda à Rainha. Barato, não? Mas hoje a mostarda de Dijon é tida como um artigo culinário refinado e pode, inclusive, ter um preço bem salgado. Mas que é "condutora de sabor" (= gostosa!) ninguém discute.
Fonte-santacomida.blogspot.com.br

                                                     


Dijon é uma comuna francesa na região administrativa da Borgonha.
É famosa mundialmente pela mostarda. Embora importem a mostarda do Canadá, o sucesso internacional se deve ao fato de como é feita a mostarda em Dijon.


Mostarda ou Mostardas podem referir-se a:
Ou ainda:
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Baunilha




Ah, baunilha verdadeira! Nada comparável, esqueça as imitações artificiais. O sabor único, pungente e facilmente reconhecido de longe.

Não é a primeira vez que ela se torna o foco, já falei em: Fava de Baunilha, dando uma visão mais pontual do que ela é.

Agora que já sabemos o quê é, quais seriam os outros usos dela, além do usual cortar ao meio e raspar as sementes?

Baunilha



Depois de uma compra excessiva (bom, depende do ponto de vista) e mesmo antes, utilizo as favas para fazer extrato de baunilha em casa. Percebam a vasta seleção que reside na minha cozinha:

Baunilha


Cada uma das garrafas possuem tempos e concentrações diferentes. Para a extração uso vodka como veículo alcóolico para remover todo o aroma e sabor que essas belezas da natureza possuem.

É bom lembrar, não tenho ideia se o método pode ser feito do ponto de vista da segurança. Faço já faz alguns bons anos, até hoje não aconteceu nada. Mas isso não quer dizer lá muita coisa, só para deixar avisado.

Os extratos mais fracos uso para repor os mais concentrados a medida que vou usando, praticamente o mesmo processo de solera feita na produção do Xerez, heheheh. E deixo para completar com mais vodka pura justamente os mais novos.

Adoraria usar vodka russa, mas o preço é quase proibitivo para esse fim. Então, optei por uma nacional. Essa mesma que começa com S.

Para que exista uma boa extração não mexo nas garrafas por alguns bons meses, no mínimo, dois. A garafona do meio irá completar quase 6 meses. Mexer no sentido de usar o extrato, mas de tempos em tempos é sempre bom dar uma sacudida nelas para homogeneizar bem o líquido. Sempre guardando em lugar escuro e não muito quente.

O ideal é usar fava nova para ter um extrato mais encorpado. Porém, como a baunilha tem um aroma forte que impregna em tudo, logo, é possível reutilizar aquela usada para fazer um Crème Pâtissière ou Sorvete de Baunilha.

A quantidade de fava por líquido é: quanto mais, melhor. Caso fosse um extrato industrial seguindo as normas do FDA (U.S. Food and Drug Administration), deve ser composto por 100g de fava de baunilha por 1L de líquido (não menos que 35% álcool). Adaptei as medidas para o sistema métrico. [CITE: 21CFR169.3; 21CFR169.175]


Dando uma boa lavada para retirar os sólidos do líquido da infusão e secando. Pode ir para o vidro do extrato (mais fraco). Não me olhe assim, é um ingrediente com alto valor agregado, então, usar totalmente é primordial.

Outra opção é fazer o verdadeiro açúcar baunilhado que não poderia ser mais simples possível: colocar a fava dentro do vidro de açúcar e deixar o tempo agir.
Baunilha


Fonte e Fotos-http://pratofundo.com/
Foto-http://confrariadobaraodegourmandise.blogspot.com.br