quinta-feira, 17 de maio de 2012

Fondue


O escritor gaúcho Luis Fernando Veríssimo explica no livro A Mesa Voadora que “o fondue não é uma refeição, é uma confraternização”. É verdade. Um fondue não é para ser degustado sozinho, e sim para ser compartilhado. A graça está justamente em colocar vários garfinhos dentro de uma panela e depois tentar adivinhar qual deles é o seu.
Sisudez e formalidade não combinam com o fondue. Sua personalidade tende mais para o descontraído, para o social-democrático ou para o romântico. Se a atmosfera está um pouco conflituosa, tudo logo se modifica. Diante de um fondue, até mesmo casais brigados se reconciliam e se deixam envolver pelo clima de romance. Por isso mesmo, nada de colocá-lo num ambiente barulhento, sob luz fluorescente. Ele prefere locais aconchegantes, como um chalé de madeira ou um porão com paredes de pedra, e, de preferência, iluminado por velas e aquecido por lareira. E nem pense em acompanhá-lo com suco ou refrigerante, o que pode torná-lo ofuscar seu potencial de conquista. O ideal é uma garrafa de vinho ou, quem sabe, em dias mais festivos, um espumante.
O fondue é uma especialidade suíça. Os três tipos mais populares são o de carne, queijo e chocolate. No primeiro, cubos de filé mignon devem ser espetados em garfos especiais, longos e finos, chamados fourchettes, e colocados para fritar em óleo quente. O tipo de óleo varia conforme o restaurante. Pode ser derivado de coco, babaçu, canola, ou milho. Depois de prontos, os cubos de carne são cobertos com molhos antes de serem provados. Os molhos mais tradicionais são: raiz forte, cebola caramelizada, tártaro, laranja, vinagrete, curry, poivre, rosê, vinagrete, queijo, e alho. A guarnição ideal para acompanhar o fondue é a batata roesti, outra especialidade suíça.
O fondue de queijo é o mais tradicional e foi o primeiro a ser inventado. Ele consiste numa mistura de queijos gruyère e emmenthal, temperados com kirsch – um destilado de cereja típico da Suíça -, noz moscada, pimenta do reino e um pouco de vinho branco. Uma dica para o preparo é adicionar um pouco de sumo de limão ao vinho para que os queijos derretam melhor. Sobre a mesa, numa cesta à parte, há cubos de pão que devem ser espetados antes de serem passados na mistura de queijo derretido.
Já o fondue de chocolate consiste em pedaços de bolo ou frutas, como uva, banana, melão, maça, pêra, que devem ser mergulhados em chocolate derretido.
Em Gramado, há também um fondue chamado de La Pierrade ou fondue na pedra. Escalopes de filé são colocados sobre uma pedra vulcânica, bem quente, previamente coberta com sal para evitar que a carne fique grudada. A carne é então grelhada sobre a pedra e, depois de pronta, é saboreada com os mesmos molhos que acompanham o fondue de carne.

A história do fondue

Existem algumas versões sobre o surgimento do fondue na Suíça. Numa delas, conta-se que alguns produtores de laticínios, ao sofrerem uma forte nevasca, ficaram completamente isolados com um enorme estoque de queijos. Sem poder vendê-los, preferiram derretê-los e misturá-los com álcool (vinho ou kirsch) para conservá-la. Depois de reendurecida, a massa de queijos não correria o risco de estragar. Quando foram reutilizá-la, resolveram derretê-la para ficar mais saborosa.
Uma outra versão sugere que nos Alpes, os pastores se reuniam à noite, após a ordenha, para contar casos. Para comer, levavam pão, queijo e vinho. Até que em determinada noite, querendo algo mais quente, um deles colocou o queijo e o vinho numa pequena vasilha para esquentar e, depois de fundidos, começou a comer a mistura com nacos de pão.

O primeiro fondue no Brasil

Uma outra história conta que o primeiro fondue servido em um restaurante no Brasil aconteceu no dia 01 de julho de 1974, na cidade de Gramado. Tal feito ocorreu no restaurante do hotel Estalagem Saint Hubertus.
O proprietário do restaurante na época, o senhor Clésio Gobbi, conta que pensou em servir o fondue porque é aquilo que mais combina com Gramado. Que o fondue, assim como a cidade, é algo acolhedor e romântico. Hoje, Clésio é proprietário do restaurante Gasthof Edelweiss, que é especializado em comida alemã, mas também serve fondues. Ele também conta que muito provavelmente a invenção do fondue de chocolate no país cabe a ele e a um amigo. Num certo dia, também em meados da década de 70, ele e Jaime Prawer conversavam ao redor de uma panela de fondue de queijo.
Prawer, proprietário de uma loja de chocolate, sugeriu a Clésio para derreter seus chocolates e servir na panela de fondue, assim como fazia com o de queijo. Clésio pensou a respeito disso, mas disse que chocolate derretido não combinava com pão. “Porém”, pensou em voz alta, “mas, quem sabe se trocarmos o pão por frutas? Aí sim, acho que teremos algo”. E assim surgiu a sobremesa favorita daqueles que freqüentam Gramado.
De volta ao histórico dia de 1974, o garçom que serviu o primeiro fondue na cidade se chamava Walmir. Mais de trinta anos depois, Walmir continua servindo fondues, mas não mais no restaurante do Estalagem Saint Hubertus, e sim no Chez Pierre, onde trabalha desde 1988. O restaurante, que abriu suas portas em 1976 como uma elegante loja de queijos e vinhos, acabou se transformando na primeira casa especializada em fondues de Gramado.
O Chez Pierre é também sinônimo de aconchegante; com luz de velas, trilha sonora com jazz cheio de romantismo, paredes de pedra, e lareira acesa. E atualmente, ainda continua a ser referência na cidade quando o assunto é a especialidade suíça. Talvez isso ocorra porque Walmir, atual gerente do Chez Pierre, sabe que o fondue não é apenas uma panela com queijo derretido, mas sim um ritual intimista entre duas ou mais pessoas.
brasilsabor.com.br

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Cajuína


Cajuína


Os versos de Caetano Veloso para a canção Cajuína – “A cajuína cristalina em Teresina” – já havia chamado a atenção dos brasileiros para a saborosa e refrescante bebida piauiense. Vendido em garrafas de vidro em restaurantes e bares da capital, a cajuína é um suco de caju filtrado e clarificado. Antes de ser comercializado, a cajuína passa por um processo de caramelização dos açúcares do caju, tornando-a mais adocicada que um suco de caju comum.
O processo de preparo da cajuína inicia-se com a lavagem de cajus maduros em água corrente. Em seguida, extrai-se o suco da polpa. Adiciona-se ao suco gelatina 100% natural para facilitar a separação do suco da polpa do caju. O líquido é decantado para que sejam eliminadas as impurezas. Em seguida, o suco é filtrado em pano de algodão ou feltro. Segue-se o engarrafamento e a pasteurização. A cajuína é então armazenada em local arejado ou guardada na geladeira para ser consumida bem geladinha.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Cuxá


Cuxá

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O cuxá é o prato símbolo do Maranhão. Seu ingrediente principal é a vinagreira, uma folha amarga que é encontrada somente na região. Sua consistência lembra a de um purê. Em São Luis, o restaurante de Dona Diquinha é o mais tradicional da cidade quando o pedido é o cuxá. Para Diquinha, a iguaria deve ser servida em uma tigela, e vir acompanhado de arroz branco e peixe frito.

Ingredientes

  • 20 maços de vinagreira
  • 2 maços de joão-gomes
  • 200g de gergelim torrado
  • 100g de farinha de mandioca torrada
  • 300g de camarões secos pequenos
  • 2 maços de cheiro-verde
  • 1 pimenta murici
  • 2 pimentões verdes

Modo de preparo

Deixar os camarões de molho para perder o sal. Em seguida, lavar bem e descascá-los.
Lave as folhas da vinagreira e do joão-gomes – uma espécie de erva – Retirar os talos e cozinhar numa panela com bastante água. Escorrer as folhas numa peneira, reservando o caldo do cozimento.
Em um pilão socar bem o gergelim. Juntar a farinha e continuar a socar. Depois de bem socado, passar a mistura para o liquidificador. Juntar as folhas cozidas de vinagreira e joão-gomes, os camarões picados, o cheiro-verde e as pimentas. Juntar, em partes, o caldo do cozimento até ficar com uma consistência de papa, de mingau grosso.
Transferir tudo para uma panela e ferver. Caso a consistência engrosse, juntar mais um pouco do caldo do cozimento.
Servir o cuxá acompanhado de arroz branco e peixe frito.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Nozes






Nozes- Foto Getty Images

Nozes 

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos Pennsylvania State University, nos Estados Unidos revelou que, entre as frutas oleaginosas, as nozes são as mais recomendadas para uma dieta saudável por conter o mais alto nível e a melhor qualidade de antioxidantes, substâncias que estimulam a dilatação dos vasos sanguíneos, o que minimiza os riscos de entupimento das artérias. 

Segundo o estudo, um punhado de nozes contém duas vezes mais antioxidantes que uma mesma quantidade de castanha, amêndoa, amendoim, pistache, avelã, castanha-do-pará, castanha de caju, macadâmia ou noz-pecã. A pesquisa também concluiu que os essas substâncias encontradas em nozes são entre duas a 15 vezes mais poderosas do que osantioxidantes da vitamina E, também conhecida por esse benefício. 

"Além da grande quantidade de antioxidantes encontrados nela, a noz é a oleaginosa que mais possui gordura poliinsaturada, considerada a gordura mais benéfica ao coração. Por isso, o seu consumo deve ser diário para quem tem problemas cardiovasculares", explica a nutricionista Maria Carla. 

Quantidade recomentada por dia: até cinco unidades 
minhavida.com.br

domingo, 13 de maio de 2012

Sálvia

Sálvia


Histórico

Do latim salvere (salvar), a sálvia guarda sua reputação de “erva da longevidade”, desde os tempos antigos. Para os romanos, era uma erva sagrada. Muito valorizada pelos chineses, no século XVII, eles trocavam, com comerciantes holandeses, três baús de chá por um de sálvia. Os egípcios usavam a sálvia para aumentar a fertilidade. O uso medicinal e culinário é muito difundido na Europa, Ásia e Américas.


Uso culinário

Suas folhas aveludadas emprestam fina decoração em pratos prontos para servir. A sálvia é muito usada na cozinha alemã e do norte europeu, no preparo de salsichas e carnes mais ricas em gordura. Na Itália, também é utilizada no saltimbocca e no fígado.

sábado, 12 de maio de 2012

Fruta-pão - " O Alimento dos Deuses "

Fruta-pão
Fonte-www.informacaonutricional.blog.br



Presta muita atenção no que eu vou falar sobre o mais importante alimento para os nossos dias.

Aquele que é ecologicamente correto, por ser uma planta de duração permanente, conserva o solo, e não precisa de uma gôta de agrotóxico nem adubação química.

Foto-nutricaoalquimiadosabor.blogspot.com.br

Adapta-se corretamente às nossas regiões quente ou temperadas, e poderia se transformar no maior mecanismo de riquezas, visto servir de alimento para o homem e animais.

Com ele poderíamos ter o maior rebanho suíno, bovino e caprino do planeta, e a tão decantada carne verde ou "limpa" dos europeus, alem do invejável leite azul, nobre, o sonho dos ambientalistas antenados e amantes da alimentação saudavel de todos os continentes.

Esta planta que produz o mais fino cereal, e abundantemente, deveria ser a bandeira maior dos nossos ambientalistas e produtores de alimentos saudáveis.

Deveria ser o símbolo da ecologia, é toda correta, distribui generosidades.

A planta monumental a que me refiro chama-se: Fruta Pão!

Assim me falou Velha jovem naquele dia ensolarado, visitando uma plantação de alimentos orgânicos.

Me alimentei desta delícia na Malásia. Era então a base alimentar deste povo saudãvel, que se acredita terem povoado todo o continente Americano e a Oceania.

Foram valentes navegadores, e povo de extrema tolerância e simpatia.

Por todo Oriente onde estive não me faltou esta iguaria maravilhosa, que fortalece o corpo e nos clareia a mente.

Impérios foram edificados a seus pés, e lendas são contadas a seu respeito.

Foram grandes comedores de Fruta Pão, os Imperadores chineses, os príncipes da India majestosa, os Sultões da Pérsia, Sidharta Gautama, o "Buda" - Sócrates e Platão, Péricles e Alcebíades - e até a maior poetisa da antiguidade, Safo. Na ilha de Lesbos reunia as suas ninfetas e cantavam e se amavam, e comiam a Fruta Pão com camarões, e depois iam declamar seus versos, cantar e tocar a Lira,
encantadoramente.

As sacerdotisas do oráculo de Cumas na Itália, o mais célebre da antiguidade, e as do oráculo de Delfos, tambem cultuadíssimo, só se alimentavam de Fruta Pão e mel de abelhas silvestres.

Eram vegetarianas para terem maior força mediúnica.


Depois das cerimônias amorosas do Kama Sutra e do Tantra Yoga, na India, os praticantes se alimentavam com a nutritiva sopa do Fruta Pão, para energizarem o corpo e fortalecerem a mente cansada pelos combates amorosos.

Nos monumentais banquetes Romanos, não podia faltar pétalas de rosa, javalís, alface e a delicada sopa de fruta pão, acompanhada de uma finíssima linguiça de testículos de macacos, que se apreciava como afrodisíaco.

Nero Comia fruta pão com alho para melhorar a voz para a prática do canto e da oratória.

Possuía voz belíssima e declamava versos de poetas gregos e Romanos. Segundo historiadores sérios, era um artista de fato.

Dizem que Napoleone Buonaparte curava suas diarréias, tomando um chazinho de camomila e banho com as folhas da arvore do fruta pão. Provavelmente sofria das hemorróidas e muitos gazes intestinais.

Isso ele tinha aos montões. Saía furtivamente do palacio, para liberar as ventosidades nos jardins palacianos, e se recuparava com a famosa e nutritiva sopinha.

O grande Estadista JK comia a sua sopinha com linguiça de carne de porco.

Bidú Sayão, a maior soprano lirica Brasileira, e uma das maiores de todas as épocas no cenario internacional, apreciava a sua sopinha com carne sêca.

Ambos tinham enorme bom gosto e algo em comum: a fruta pão.

Uma coisa me incomoda profundamente: Os nossos agricultores não percebem nada. Vivem de imitação!

E se os agricultores Americanos começarem a plantar a fruta pão na California, e isso não vai demorar, o Brasil vai ficar novamente na rabada, quando a fruta pão for considerada o alimento do terceiro milênio.

A Europa não planta porque o clima é frio, não apropriado.

Plantado no meio do pasto, beira de pedra, cresce com explendor.

Serve de alimento para os bois, as galinhas e o bode. A cabra dobra a produção de leite quando de alimenta dele.

A paca, o veado e o chupatí comem até ficar com sono.

Vão deitar depois, na beira do córrego, debaixo das arvores, ou nas locas de pedra, e sonhar com os anjinhos e os duendes, e a fada madrinha dos animais, toda verdinha e amarelina. e com uma guirlanda de flores silvestres na cabeça.

Pelas bençãos do fruta pão!

Para apreciação dos irmãos ecologistas,

Guardiões da natureza.

Que é a guirlanda de Deus.

PS. A Embrapa deve ter muitas informações.

Jose Balbino de Oliveira

Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 23/04/2007

Alterado em 28/11/2007

Fonte - macacosecolibris

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Macadâmia





Macadâmia


   
macadâmia é um fruto extraído de uma árvore com o mesmo nome. Esta árvore é originária da Austrália. Existem duas espécies: a Macadamia integrifolia, que é originária de Queensland, onde cresce em florestas muito úmidas, e a M. tetraphyll originária da Nova Gales do Sul. O nome foi dado pelo botânico Ferdinand von Mueller, o seu descobridor, em honra de um seu colega o naturalista e político australiano de origem escocesaJohn Macadam (não confundir com o também engenheiro escocês John Loudon McAdam).
A macadâmia foi introduzida no Havai por volta de 1881, onde foi usada como planta ornamental e na reflorestação do arquipélago. As macadâmias são comercialmente um produto muito importante na Austrália, África do Sul e América Central. Os seus frutos em forma de noz (nozes de macadâmia) são muito utilizados na culinária, em especial em produtos de doçaria (como sorvetes). Os especialistas extraem do fruto essência para perfumaria.




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