Mostrando postagens com marcador Filmes recomendados. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filmes recomendados. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Por Que Você Partiu?

Olá, como vai  você?
Hoje, uma dica de um filme que vale a pena conferir.

Por que você partiu? 
"Documentário sobre cinco chefs franceses que abandonam seu País de origem para construir uma vida e carreira no Brasil."


"Quais motivos podem nos levar a deixar nosso país e nossa família para tentar a sorte em um continente diferente? O filme acompanha a brilhante trajetória de cinco chefs de gastronomia francesa que residem no Brasil, a partir do relato de suas histórias familiares. Com os chefs Emmanuel Bassoleil, Erick Jacquin, Laurent Suaudeau, Alain Uzan e Frédéric Monnier."

Lançamento:Agosto de 2013
Direção:Eric Belhassen
Elenco:Emmanuel Bassoleil, Erick Jacquin, Laurent Suaudeau, Alain Uzan, Frédéric Monnier e Roland Villard.
Nacionalidade:Brasil
Fonte - http://wikilicias.com.br/2014/03/10/por-que-voce-partiu/

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Chocolate

Chocolate
Vianne Rocher (Juliette Binoche), uma jovem mãe solteira, e sua filha de seis anos (Victorie Thivisol) resolvem se mudar para uma cidade rural da França. Lá decidem abrir uma loja de chocolates que funciona todos os dias da semana, bem em frente à igreja local, o que atrai a certeza da população de que o negócio não vá durar muito tempo. Porém, aos poucos Vianne consegue persuadir os moradores da cidade em que agora vive a desfrutar seus deliciosos produtos, transformando o ceticismo inicial em uma calorosa recepção.


Lançamento     16 de fevereiro de 2001 (2h1min)
Dirigido por     Lasse Hallström
Com     Lena Olin, Juliette Binoche, Johnny Depp mais
Gênero     Comédia , Romance
Nacionalidade     Reino Unido , EUA
Fonte - http://www.adorocinema.com


sábado, 9 de fevereiro de 2013

Julie & Julia


...o filme ‘Julie & Julia’ é uma ótima indicação para você que ama comer bem e ao mesmo tempo não perde uma boa sessão pipoca!

A história contada é sobre duas mulheres que, apesar de viverem em mundos bem diferentes, descobrem que podem ter muito em comum: o gosto pela gastronomia.
Julia Child vivia na Paris de 1948, devido ao trabalho como diplomata do marido. Decide mergulhar no mundo da culinária e, ao entrar na conceituada escola Le Cordon Bleu, descobre que não era apenas um capricho, que realmente pode dar certo. A partir de então, passa a desenvolver livros de receitas, visando apresentar à dona de casa americana a culinária francesa.
Não se preocupe, não estou contando spoliers, isso é algo que se tem que saber antes de assistir o filme, é algo como uma sinopse da personagem.
Julie Powell tem 30 anos e trabalha no estressante mundo do telemarking. É uma escritora frustrada, mas resolve impor a si mesma um desafio: realizar as 524 receitas do livro de Julia Child ao longo de um ano e relatar suas experiências em um blog.
A história das duas durante a trama é contada paralelamente, mostrando o contraste entre a vida de ambas. É mostrado também o machismo que existe na profissão e a forma que essas mulheres conseguem driblar o preconceito que existe até hoje, em alguns casos.
É bem interessante a hora na qual Julie cria o blog e espera, sem muitas esperanças, as visitas e comentários dos leitores...
A atuação de Meryl Streep é espetacular como sempre, desde o jeito de andar, a postura e a voz. Ela simplesmente é Julie. Já Amy Adams vem com a simpatia e a doçura de sempre, dando todo o charme ao longa.

A parte de Julia foi inspirada no livro de memórias My Life in France; a de Julie no livro Julie & Julia, que começou com o blog em que a autora narra parte de sua vida e as delícias e os fracassos de se tentar reproduzir alguns clássicos da gastronomia francesa, das receitas mais simples às mais trabalhosas, numa cozinha minúscula no Brooklyn.
Nora Ephron é conhecida por dirigir filmes de “mulherzinha”, mas esse é belíssimo e hipnotizante. Digo isso pelas várias cenas de comida, e como ela sabe muito bem dirigir a história de duas pessoas de épocas diferentes. O filme é bastante feminista, mas vale para homens e pessoas de todas as idades.
mestredasresenhas.wordpress.com

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O Sabor da Magia




A atriz Aishwarya Rai como Tilo
imagem do site weblo.c
Eu ia começar este texto dizendo que "Sabor da Magia" é um "Chocolate" indiano-americano. Mas eu pensei bem antes disso e percebi que não é. A trama pode lembrar a de "Chocolate", mas a personagem principal não tem a profundidade de Vianne Rocher. Mesmo assim é um filme que vale a pena ser visto por quem gosta do trabalho mágico e medicinal com ervas e especiarias.

O título original é "The Mistress of Spices", nome do livro que baseou o filme, (em português o livro chama-se a "A Senhora das Especiarias" e seria bem melhor terem mantido esse em vez do título água com açúcar) que já diz muito sobre a protagonista, uma indiana chamada Tilo que mora nos Estados Unidos. Ela tem o dom de adivinhar qual especiaria a pessoa precisa e o que isso pode fazer por ela. Assim, Tilo dedica sua vida a pequena loja onde vende seus produtos e faz seus feitiços, servindo como uma consultora não só para a sua comunidade, mas também para outras pessoas que precisam de ajuda.

Assim ela conhece Doug, um arquiteto norte-americano por quem acaba se apaixonando. É a partir daí que começa todo o problema de Tilo em conciliar sua relação com ele e seu ofício com as especiarias, que sentem-se rejeitadas quando a moça abre espaço para um novo foco em sua vida.


A loja de especiarias
imagem do site freeform-design.com

Não gosto de filmes cujo conflito se desenrola todo a partir da necessidade da mulher de ter um homem, por isso evito comédias românticas e outras histórias do tipo. Acho que isso foi mal explorado na trama, porque Tilo tem potencial para ser muito mais profunda do que apenas uma mulher que sofre por um amor proibido. Aqui eu vejo a principal diferença de "Chocolate": o conflito da protagonista lá é com o poder insitucionalizado e com as tradições que ela insiste em quebrar, o romance entra apenas como um tempero para a história - e no livro isso fica ainda mais latente.

Mesmo assim, acho que o filme vale por mostrar o trabalho dela com as ervas, que vai do cultivo a venda, a forma como ela respeita e entende o trato de cada um das plantas e como ela percebe as mensagens que as especiarias estão passando. É mais um filme sobre o papel da bruxa como mulher que atua junto da comunidade, ajudando e fazendo curas, por meio de dons tidos como sobrenaturais.

Tomando por uma outra leitura, podemos interpretar que ele fala da adaptação dos imigrantes indianos nos Estados Unidos, onde eles se deparam com uma nova cultura, com hábitos e costumes completamente diferentes. Com isso, a história nos fala em manter raízes e tradições, porque é isso que traz uma boa parte da identidade individual.

Além disso, o filme tem uma bela fotografia e uma produção visual de roupas e cenários muito cuidadosa.A loja, como mostrada na foto acima, é lindamente decorada. Uma boa pedida também para quem tem certa afinidade com a Índia e com as tradições orientais.
cerescerealia.blogspot.com.br

domingo, 4 de novembro de 2012

Vatel - Um banquete para o Rei



Título: Vatel - Um banquete para o Rei (Vatel)

Ano: 2000
Duração: 112 min


Sinopse
Em 1671, o Rei Luis XIV (Julian Sands) governa Versailles, enquanto no oeste da França uma província está à beira da ruína. Mas qual seria a solução para esta crise? O Príncipe de Conde tem um plano para tirar sua província do vermelho: ele vai convidar o rei para seu castelo no campo e proporciona-lo um final de semana de festas e muita diversão. Se ele conseguir reconquistar Luís XIV, os cofres reais se abrirão e sua região estará salva do desastre econômico. O sucesso do plano depende de um simples serviçal ? Vatel, o único homem que pode oferecer a comida suntuosa e o entretenimento elaborado dignos deste rei. Além desse desafio, algo mais mexe com a cabeça de Vatel: Anne de Montausier (Uma Thurman), uma nova candidata à dama da corte que se afeiçoa por sua simplicidade, gentileza e humanidade.

hindopracozinha.blogspot.com.br







quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Sem Reservas

Olá, como vai?
O filme, uma deliciosa comédia romântica, é simplesmente maravilhoso! Se você ainda não assistiu, assista!



Sem Reservas

Sinopse:

Kate é dona de sua própria cozinha, é apaixonada com seu trabalho e é super controladora, mesmo não conseguindo controlar a si mesmo em momentos. Quando sua irmã morre, a ela é dada a guarda da sobrinha, Zoe, que terá que se ajustar com a rotina carregada da tia. Para aumentar o entusiasmo e alegria na cozinha, é contratado Nick, um cozinheiro habilidoso que adora ópera e que inicialmente irrita intensamente os nervos de Kate.
Remake (sim mais um) de um filme alemão independente chamado Simplesmente Martha, Sem Reservas é produto típicamente hollywoodiano. As estrelas, o visual, o tema e o seu jeito inspirador de cativar a audiência. Infelizmente, o posto de melhor filme passado em uma cozinha do ano já tem dono, mas leve e contundente, Sem Reservas agrada, mesmo com seus defeitos. Catherine Zeta-Jones retorna com uma boa atuação e contra-cena com dois grandes atores do momento, Aaron Eckhart e Abigail Breslin.
Longe de ser ruim, Sem Reservas começa com um ar prazeroso de simpatia, elegância e cativa, se tornando imensamente agradável. Movido por uma belíssima fotografia e uma trilha sonora incrível de Philip Glass e confesso que não tem como expressar o quanto adorei suas composições e compilações, pois ficaram magníficas. Individualmente, as atuações também funcionam. Como já disse Zeta-Jones tem bom retorno e Eckhart, carismático, encontra equilibrio perfeito no seu personagem com a pequena miss sunshine Abigail Breslin não fugindo à regra, representando muito bem além de seu papel raso.
Após sermos movidos, cativados e levemente divertidos pelos diálogos espertos e o clima satisfatório, chega a um ponto do filme onde a melancolia reina e até certo limite conseguimos suportar, mas o ar melancólico se torna exagerado demais e o filme, que era agradável, se entrega à certos momentos bem irritantes, incluindo o final. Ou seja, o que era uma comédia dramática sem compromisso, vai contra seu slogan, se tornando algo exatamente feito por encomenda, um pouco mal trabalhado no roteiro e uma direção exageradamente melancólica. Felizmente, o diretor Scott Hicks nunca deixa o longa cair no melodrama, apesar dos momentos melosos e com tanta melancolia, é algo admirável.
Outro problema desagradável é a química inexistente entre a dupla principal que não transpira emoção ou paixão, mesmo que no roteiro fazem papeis de duas pessoas que se apaixonam. O que salva aqui é o fato de ambos serem ótimos atores e conseguem disfarçar, mas parece que a paixão pela cozinha se tornou mais importante ao longo da narrativa. Enfim, falhado, Sem Reservas é salvo pelo elenco, pelo visual contundente e a trilha sonora maravilhosa de Glass. Talvez não seja o melhor prato para se devorar nos cinemas, mas em casa, com a companhia certa, se revelará extremamente agradável e satisfatório. Um bom filme, mas que poderia ter sido muito mais.
[Sem Reservas] De Scott Hicks. Com Catherine Zeta-Jones, Aaron Eckhart, Abigail Breslin, Patricia Clarkson, Bob Balaban e Jenny Wade. [Drama, 103 minutos]

Fonte - http://cinemaniac.blogspirit.com

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Herencia








HERENCIA

Olinda é uma imigrante italiana que chegou na Argentina depois da Segunda Guerra Mundial, buscando um amor que nunca encontrou. Ela compra um restaurante no subúrbio de Buenos Aires para ajudar Peter, um jovem de 24 anos, que fugiu da Alemanha também por causa de um amor perdido na adolescência. Mesmo com a diferença de idade, eles passam a viver um relacionamento repleto de magia e encanto, no qual cada um retomará a vontade de viver.

País de Origem: Argentina
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2001
Direção: Paula Hernánde

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sabor da Paixão





Adicionar legenda


SINOPSE: Escrito pela roteirista brasileira Vera Blasi e exibido na mostra Um Certo Olhar do festival de Cannes, "Sabor da Paixão" funciona como um veículo de divulgação de nosso país no exterior. Após flagrar o marido Toninho (Murilo Benicio) na cama com outra mulher, a chefe de cozinha Isabela (Penélope Cruz) muda-se de Salvador para os EUA e se estabelece na cidade de São Francisco, onde começa a fazer um apimentado programa de culinária na TV que é apresentado ao lado de sua melhor amiga, Mônica, um travesti interpretado por Harold Perrineau Jr. Lá, com uma nova vida, em uma cidade diferente, embarca numa jornada que a levará a descobrir não só sua paixão e potencial, mas também a receita perfeita para estar sempre "por cima".


sábado, 10 de março de 2012

Onde está a felicidade?

Olá,
"A trama mostra uma chef de cozinha que, após crises de trabalho e relacionamentos, embarca em uma jornada de descobertas ...percorrendo o Caminho de Santiago de Compostela."

Onde está a felicidade?

O filme “Onde está a felicidade?”, de Carlos Alberto Riccelli e com roteiro de Bruna Lombardi, estreia nos cinemas dia 19 de agosto. Acima, você vê com exclusividade o cartaz do filme. Além de escrever o roteiro da produção, Bruna Lombardi também é protagonista da comédia.


A trama mostra uma chef de cozinha que, após crises de trabalho e relacionamentos, embarca em uma jornada de descobertas ao lado do amigo Zeca e da espanhola Milena, percorrendo o Caminho de Santiago de Compostela.


Estão ainda no elenco os atores Bruno Garcia e Marcello Airoldi. O filme tem também participações especiais de Marcelo Adnet, Dani Calabresa, Dan Stulbach e Sandra Corveloni.



domingo, 5 de fevereiro de 2012

Ratatouille









Sinopse

Rémy vive em uma colônia de ratos no sótão de uma casa na zona rural da França, juntamente com seu irmão Émile e seu pai Django. Ao contrário de seus semelhantes, Rémy é um gourmet cujo habilidoso olfato é útil para distinguir comidas de veneno de rato. Mas Rémy tem sonhos mais ambiciosos, entrando secretamente na cozinha para ler os livros de cozinha de seu herói, o chef Parisiense Auguste Gusteau, que aparece para Rémy em visões ao longo do filme, mantendo seu ditado de que "qualquer um pode cozinhar". Rémy descobre que Gusteau morreu após receber uma dura crítica de um crítico culinário Anton Ego (Peter O'Toole).

Os ratos deixam o local após a moradora, uma velha senhora, descobrir a colônia. Rémy, separado dos outros, acaba chegando em Paris através dos esgotos, seguindo a visão de Gusteau até o restaurante fundado pelo chef, agora mantido pelo chef Skinner (Ian Holm). Enquanto Rémy observa de uma clarabóia, Alfredo Linguini (Lou Romano), um jovem com nenhum talento culinário, chega e é contratado no restaurante pelo desejo de sua recém-falecida mãe, para serviços de faxina. O garoto é na realidade o filho de Gusteau, algo desconhecido de todos exceto pela mãe. Linguini acaba derramando uma panela de sopa e tenta ocultar seu acidente ao adicionar ingredientes aleatórios na panela. Horrorizado por isto, Rémy acaba caindo na cozinha e ainda que precise desesperadamente escapar dali, ele não consegue evitar de tentar consertar a sopa arruinada. Rémy é flagrado por Linguini, que por sua vez é flagrado por Skinner no momento que ele capturava o rato, mas não antes de algumas porções da sopa terem sido servidas. Para a surpresa de todos, a sopa é um sucesso. A única cozinheira mulher do estabelecimento, Colette (Janeane Garofalo), convence Skinner a não despedir Linguini contanto que ele consiga recriar a sopa. E assim inicia-se uma aliança, difícil no começo, na qual Rémy tenta secretamente instruir Linguini. Os dois aperfeiçoam um truque de marionete no qual Rémy consegue controlar os movimentos de Linguini ao puxar o seu cabelo.

Skinner acaba descobrindo que Linguini é o filho de Gusteau, coisa que ele mantém em segredo para evitar que Linguini herde o restaurante, o que iria atrapalhar suas ambições de explorar a imagem de Gusteau para lançar uma marca de comida congelada. Suspeitando de Linguini, Skinner o embriaga com bons vinhos em uma fracassada tentativa de descobrir o segredo de seu inesperado talento. Na manhã seguinte, de ressaca, Linguini quase confessa o seu segredo para Colette. Desesperadamente tentando parar Linguini, Rémy puxa seu cabelo, fazendo com que ele caia em Colette, o que leva os dois a se beijarem. Eles começam a namorar, fazendo com que Rémy sinta-se meio abandonado.

Em uma noite, Rémy e sua colônia são reunidos. Rémy discute com Émile e seu pai sobre a sua nova secreta carreira de chef. Enquanto procurava comida para a família, Rémy descobre o testamento de Gusteau. O documento revela que Linguini é na verdade o filho de Gusteau, e portanto o seu legítimo herdeiro. Após escapar de uma perseguição por Skinner, ele consegue entregar o testamento a Linguini. Linguini, agora dono do restaurante, despede Skinner e se torna a nova sensação no mundo culinário, atraindo o renovado interesse de Anton Ego (Peter O'Toole), que havia acabado com a reputação do restaurante. Linguini e Rémy tem um desentendimento, e Linguini decide que não mais precisa de Rémy, esnobada a qual leva Rémy a um saque da cozinha para a sua colônia de ratos.

As coisas se complicam uma noite quando há uma planejada visita de Ego ao restaurante. Linguini, incapaz de cozinhar sem a ajuda do rato, admite a situação para a equipe, o que faz com que todos deixem o local. Colette retorna após pensar a respeito do ditado de Gusteau. Django, inspirado pela coragem do filho, retorna com a colônia de ratos para cozinhar sob a liderança de Rémy, enquanto Linguini descobre seu verdadeiro talento, que é servir as mesas usando patins. Colette ajuda Rémy a preparar um ratatouille, uma tradicional mas mundana refeição francesa, baseada em legumes. O ratatouille fica tão bom que Ego acaba por recordar memórias de sua infância após a primeira bocada. Ego pede para conhecer o chef, mas Colette diz a ele que eles devem esperar até depois de os outros clientes terem saído. Ao fim do serviço, Rémy e os demais ratos são revelados. Um homem modificado, Ego escreve uma elogiosa crítica, declarando que o chef no restaurante de Gusteau é o melhor chef de toda a França.

No epílogo, o restaurante é definitivamente fechado por um inspetor da vigilância sanitária, que encontra os ratos após ter sido avisado por Skinner. Ego perde sua credibilidade e posição após o público descobrir que ele elogiou um restaurante infestado de ratos. Contudo, isto ocorre para o melhor. Com Ego como investidor e cliente regular, Linguini, Colette, e Rémy abrem um bistrô de sucesso, chamado "La Ratatouille," que inclui uma cozinha e salão de refeições tanto para ratos como para humanos.

Fonte - http://pt.wikipedia.org/wiki/Ratatouille_%28filme%29







Curiosidade: Hoje comemora-se o Dia da Criação da 1ª tipografia no Brasil

sábado, 14 de janeiro de 2012

A Festa de Babette

Olá, como vai você?
       

          Você já assistiu  o filme: A Festa de  Babette? Não!!?? Assista... é simplesmente imperdível...

A Festa de Babette
A festa de Babette



Rubem Alves


Um dos meus prazeres é passear pela feira. Vou para comprar. Olhos compradores são olhos caçadores: vão em busca de caça, coisas específicas para o almoço e a janta. Procuram. O que deve ser comprado está na listinha. Olhos caçadores não param sobre o que não está escrito nela. Mas não vou só para comprar. Alterno o olhar caçador com o olhar vagabundo. O olhar vagabundo não procura nada. Ele vai passeando sobre as coisas. O olhar vagabundo tem prazer nas coisas que não vão ser compradas e não vão ser comidas. O olhar caçador está a serviço da boca. Olham para a boca comer. Mas o olhar vagabundo, é ele que come. A gente fala: comer com os olhos. é verdade. Os olhos vagabundos são aqueles que comem o que vêem. E sentem prazer. A Adélia diz que Deus a castiga de vez em quando, tirando-lhe a poesia. Ela explica dizendo que fica sem poesia quando seus olhos, olhando para uma pedra, vêem uma pedra. Na feira é possível ir com olhos poéticos e com olhos não poéticos. Os olhos não poéticos vêem as coisas que serão comidas. Olham para as cebolas e pensam em molhos. Os olhos poéticos olham para as cebolas e pensam em outras coisas. Como o caso daquela paciente minha que, numa tarde igual a todas as outras, ao cortar uma cebola viu na cebola cortada coisas que nunca tinha visto. A cebola cortada lhe apareceu, repentinamente, como o vitral redondo de catedral. Pediu o meu auxílio. Pensou que estava ficando louca. Eu a tranqüilizei dizendo que o que ela pensava ser loucura nada mais era que um surto de poesia. Para confirmar o meu diagnóstico lembrei-lhe o poema de Pablo Neruda "A Cebola", em que ele fala dela como "rosa d'água com escamas de cristal". Depois de ler o poema do Neruda uma cebola nunca será a mesma coisa. Ando assim pela feira poetizando, vendo nas coisas que estão expostas nas bancas realidades assombrosas, incompreensíveis, maravilhosas. Pessoas há que, para terem experiências místicas, fazem longas peregrinações para lugares onde, segundo relatos de outros, algum anjo ou ser do outro mundo apareceu. Quando quero ter experiências místicas eu vou à feira. Cebolas, tomates, pimentões, uvas, caquis e bananas me assombram mais que anjos azuis e espíritos luminosos. Entidades encantadas. Seres de um outro mundo. Interrompem a mesmice do meu cotidiano.

Pimentões, brilhantes, lisos, vermelhos, amarelos e verdes. Ainda hei de decorar uma árvore de Natal com pimentões. Nabos brancos, redondos, outros obscenamente compridos. Lembro-me de uma crônica da querida e inspirada Hilda Hilst que escandalizou os delicados: ela ia pela feira poetizando eroticamente sobre nabos e pepinos. Escandalizou porque ela disse o que todo mundo pensa mas não tem coragem de dizer. Roxas berinjelas, cenouras amarelas, tomates redondos e vermelhos, morangas gomosas, salsinhas repicadas a tesourinha, cebolinhas, canudos ocos, bananas compridas e amarelas, caquis redondos e carnudos (sobre eles o Heládio Brito escreveu um poema tão gostoso quanto eles mesmos), mamões, úteros grávidos por dentro, laranjas alaranjadas (um gomo de laranja é um assombro, o suco guardado em milhares de garrafinhas transparentes), cocos duros e sisudos, pêssegos, perfume de jasmim do imperador, cachos de uvas, delicadas obras de arte, morangos vermelhos, frutinhas que se comem à beira do abismo... Minha caminhada me leva dos vegetais às carnes: lingüiças, costelas defumadas, carne de sol, galinhas, codornizes, bacalhau, peixes de todos os tipos, camarões, lagostas. Os vegetarianos estremecem. Compreendo, porque na alma eu também sou vegetariano. Fosse eu rei decretaria que no meu reino nenhum bicho seria morto para nosso prazer gastronômico. Mas rei não sou. Os bichos já foram mortos contra a minha vontade. Nada posso fazer para trazê-los de volta à vida. Assim, dou-lhes minha maior prova de amor: transformo-os em deleite culinário para que continuem a viver no meu corpo. De alguma maneira vivem em mim todas as coisas que comi. Sobre isso sabia muito bem o genial pintor Giuseppe Arcimboldo (1527-1593), que pintava os rostos das pessoas com os legumes, frutas e animais que se encontram nas bancas da feira. (Dê-se o prazer de ver as telas de Arcimboldo. Nas livrarias, coleção Taschen, mais ou menos quinze reais).

Meus pensamentos começam a teologar. Penso que Deus deve ter sido um artista brincalhão para inventar coisas tão incríveis para se comer. Penso mais: que ele foi gracioso. Deu-nos as coisas incompletas, cruas. Deixou-nos o prazer de inventar a culinária.

Comer é uma felicidade, se se tem fome. Todo mundo sabe disto. Até os ignorantes nenezinhos. Mas poucos são os que se dão conta de que felicidade maior que comer é cozinhar. Faz uns anos comecei a convidar alguns amigos para cozinharmos juntos, uma vez por semana. Eles chegavam lá pelas seis horas (acontecia na casa antiga onde hoje está o restaurante Dali). Cada noite um era o mestre cuca, escolhia o prato e dava as ordens. Os outros obedeciam alegremente. E aí começávamos a fazer as coisas comuns preliminares a cozinhar e comer: lavar, descascar, cortar — enquanto íamos ouvindo música, conversando, rindo, beliscando e bebericando. A comida ficava pronta lá pelas 11 da noite.

Ninguém tinha pressa. Não é por acaso que a palavra comer tenha sentido duplo. O prazer de comer, mesmo, não é muito demorado. Pode até ser muito rápido, como no McDonald's. O que é demorado são os prazeres preliminares, arrastados — quanto mais demora maior é a fome, maior a alegria no gozo final. Bom seria se cozinha e sala de comer fossem integradas — os arquitetos que cuidem disso — para que os que vão comer pudessem participar também dos prazeres do cozinhar. Sábios são os japoneses que descobriram um jeito de pôr a cozinha em cima da mesa onde se come, de modo que cozinhar e comer ficam sendo uma mesma coisa. Pois é precisamente isto que é o sukiyaki, que fica mais gostoso se se usa kimono de samurai.

Quem pensa que a comida só faz matar a fome está redondamente enganado. Comer é muito perigoso. Porque quem cozinha é parente próximo das bruxas e dos magos. Cozinhar é feitiçaria, alquimia. E comer é ser enfeitiçado. Sabia disso Babette, artista que conhecia os segredos de produzir alegria pela comida. Ela sabia que, depois de comer, as pessoas não permanecem as mesmas. Coisas mágicas acontecem. E desconfiavam disso os endurecidos moradores daquela aldeola, que tinham medo de comer do banquete que Babette lhes preparara. Achavam que ela era uma bruxa e que o banquete era um ritual de feitiçaria. No que eles estavam certos. Que era feitiçaria, era mesmo. Só que não do tipo que eles imaginavam. Achavam que Babette iria por suas almas a perder. Não iriam para o céu. De fato, a feitiçaria aconteceu: sopa de tartaruga, cailles au sarcophage, vinhos maravilhosos, o prazer amaciando os sentimentos e pensamentos, as durezas e rugas do corpo sendo alisadas pelo paladar, as máscaras caindo, os rostos endurecidos ficando bonitos pelo riso, in vino veritas... Está tudo no filme A Festa de Babette. Terminado o banquete, já na rua, eles se dão as mãos numa grande roda e cantam como crianças... Perceberam, de repente, que o céu não se encontra depois que se morre. Ele acontece em raros momentos de magia e encantamento, quando a máscara-armadura que cobre o nosso rosto cai e nos tornamos crianças de novo. Bom seria se a magia da Festa de Babette pudesse ser repetida...



O texto acima foi publicado no jornal "Correio Popular", Campinas(SP), com o qual o educador e escritor colabora.


Curiosidade: Hoje, comemora-se...


  1. Dia Mundial dos Enfermos,
  2. Dia do Treinador de Futebol.


Seja muito, muito FELIZ !!!